Os problemas ginecológicos mais frequentes no verão

Quando as temperaturas sobem, é preciso redobrar os cuidados com a higiene íntima, para evitar alguns episódios desagradáveis. As pessoas vão muito à praia e piscinas nessa época e, dentro desse contexto, o uso prolongado de peças úmidas e roupas com tecidos sintéticos levam ao aumento da umidade e temperatura da região genital. Isso faz com que as condições fiquem favoráveis para o crescimento de fungos, protozoários e bactérias no local. Além disso, tais hábitos podem fazer com que os corrimentos tornem-se mais recorrentes nessa época do ano.

No que diz respeito aos corrimentos, existem diferentes tipos e cada um exige um tratamento específico. Sempre que a paciente notar algo errado, é fundamental buscar ajuda médica para que o diagnóstico correto seja feito. Dentre as doenças ginecológicas mais comuns dessa época, estão a candidíase, tricomoníase e vaginose. Entenda cada uma:

Candidíase

Causada pelo fungo do gênero cândida, um micro-organismo que pode ser, inclusive, transmitido durante o ato sexual, embora não seja uma DST. A candidíase provoca coceira, dores na vagina, para urinar e durante o ato sexual, além de corrimento branco e de odor cítrico, semelhante ao de leite coalhado. O problema tem cura e o tratamento deve ser feito com antifúngico via oral e creme vaginal, por uma semana.

Tricomoníase

Doença causada por um parasita com transmissão sexual. A tricomoníase causa inflamação da vagina, acompanhada de um corrimento amarelo-esverdeado e de odor desagradável, causando dores ao urinar e durante o sexo. Se a doença não for tratada, é fator de risco para infertilidade e câncer do colo do útero. O tratamento é feito com medicamento via oral.

Vaginose bacteriana

Causada principalmente pela bactéria GardnerellaVaginalis. Seu principal sinal é um corrimento amarelo ou branco-acinzentado, com um cheiro forte de peixe podre, que piora durante as relações sexuais e a menstruação. Também pode provocar ardor e um pouco de coceira. O tratamento também é realizado com medicamento via oral e creme vaginal.

Medidas para reduzir os riscos de desenvolver essas doenças:

– Evite usar calças apertadas! Prefira roupas mais leves e ventiladas como vestidos e saias. Quanto às partes de baixo, as calcinhas de algodão são sempre a melhor opção.

– É fundamental manter a higienização adequada na região genital. Para facilitar, deixe os pelos pubianos aparados. Também é importante fazer higiene íntima após urinar, evacuar, ter relações sexuais e ao trocar o absorvente (a cada quatro horas). O sabonete utilizado deve ser neutro ou sabonete higiênico íntimo indicado pelo ginecologista.

– Lave roupas íntimas com água e sabão e seque-as ao sol. Não as seque em ambientes fechados e úmidos como banheiros;

– Jamais compartilhe sabonetes, peças íntimas e toalhas.

Fonte: Centro Médico São Paulo

 

suaimagem

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